Monday, March 08, 2010
Thursday, February 18, 2010
Friday, January 29, 2010
Wednesday, January 27, 2010
Thursday, September 24, 2009
Saturday, July 11, 2009
Saturday, July 04, 2009
Tuesday, May 12, 2009
Saturday, May 09, 2009
Wednesday, April 08, 2009
Entrei lá em Março de 2004 e fiquei até Agosto de 2005 ( se não me falha completamente a memória).
Logo que entrei, eu me achava o fodão. Eu achava que desenhava demais!!
De cara, vi que a maioria do pessoal não só era muito mais humilde e gente boa que eu, mas desenhava muito!!!
Um desses era o Bruno Okada. Ele o Klayton Luz sempre sentavam um do ladod o outro (logo atrás de mim). Os "canhotos" da sala eram os melhores desenhistas que eu já tinha visto desenhar ao vivo.
Eu sempre tive vontade de conseguir fazer um desenho e, a pessoa que olhar, sentir algo.
O Bruno é assim. Ele desenhava com uma inocência, uma facilidade que eu sabia que só morrendo e nascendo de novo pra eu conseguir desenhar igual.
Alguns anos depois, o cara veio falar comigo no msn e pedi um site ou um blog pra eu poder ver como andava.
Ele mandou isso aqui: http://www.brunookada.com/
O desenho dele tá mais maduro (o que obviamente, prova que ele também) e continua com a mesma beleza e sensibildiade de antes. Com a difeença que agora, a sensação de quando olho o desenho dele, é algo extremamente confortável. Até carinhoso.
Eu torço muito pra esse cara produzir milhões de livros infantis com essas ilustrações magníficas.
Valeu, Brunão! Foi um prazer estudar com você, cara!
Tuesday, March 17, 2009
Esse é um filme chamado Zeitgeist.
A gente sempre lê, assiste, tenta estudar, compreender.
Sem querer, as vezes nos apegamos a um ensinamento, religião, partido político, programa de TV ou qualquer outra coisa que simplesmente nos foi colocado (e não desenvolvido por nós, ou com nossa participação).
Nos apegamos por acharmos que estamos seguros.
Nos apegamos a um amigo.
Uma bela idéia.
Uma idéia de conspiração.
E é claro que tudo isso passa. Se apegar, é distrair a cabeça de qualquer coisa qeu não seja você mesmo e suas relações com tudo.
Muitos de nós vvão assistir este filme e vê-lo como mais uma coisa a se agarrar. A se prender e passar a carregar como uma nova forma de pensamento.
Ao contário, que esse filme (e tudo mais que a gente ler, assistir e "aprender") seja só uma pequena parte de um todo que forma a maneira como pensamos e agimos. Uma pequena parte (tão pequena) que deva ser pedaço de uma grande parte chama vivência, sobrevivência e observação.
É vivendo, experimentando, bebendo, cheirando, comendo que somos capazes de realmente entender como tudo funciona.
Tudo não passa de uma grande distração pra que sejamos espectadores não só do que assistimos, mas do que vivemos.
Sunday, March 15, 2009
Tuesday, March 03, 2009
Sunday, February 15, 2009
Friday, February 06, 2009
Sunday, January 18, 2009
Sunday, January 11, 2009
Thursday, January 01, 2009
Thursday, November 20, 2008
Friday, October 03, 2008
Thursday, August 14, 2008

A gente é um tnatão de gente, né?
Num determinado dia, se estamos confiantes, vemos tudo com uma certa facilidade, nada que se compare às nossas habilidades de vivência e então logo nos cercamos de fatos e opiniões saídos do forno que usaremos como guia pra lidarmos com quaisquer assuntos.
Noutro dia estamos acabados. Sem motivo aparente. E aí as resoluções de ontem não são tão brilhantes. Não são mais fatos concretos. Não são opiniões realmente verdadeiras. Apenas decisões baseadas num momentinho de cofniança. Sendo assim, nesse dia que nos sentimos derrubados, criamos novas resoluções: Não vou mais confiar tanto em mim. É preciso analisar tudo com mais cuidado. E aí, antes que se queira, pronto: Novas resoluções foram criadas.
É um círculo até que uma nova percepção surja: É preciso lidar com cada coisa separadamente, com o mínimo de interferência de experiências passadas. Ou não? Aí já é outra resolução?
Besteirada.
Essa é uma das páginas da HQ que tô fazendo pra Arcana. É a página 11.
Eu acho legal o quanto um material pode ter diferença. Um lápis 2B e um 4B por exemplo. É vergonhoso admitir isso, mas quando entrei na Quanta, eu desenhava com esses lápis e eu não via diferença. Era ridículo porque eu ouvia os caras: Pô, eu prefiro tal lápis, porque nesse papel, dá tal resultado.
E pra não ficar de fora eu também: Ahh, tal lápis é muito melhor no canson.
Todo mundo concoda com você se você fala com empolgação, hahaha
Eu estudei com uma turma fudida!! Com um povo que desenhava pra cacete!! Klayton Luz, Léo Augusto, Wilson Oliveira. Era intimidante tá na sala com esses caras. E eu nunca escondi minha empolgação. O Klayton desenha "como o demônio" (citações de Octavio Cariello referente a um artista de qualidade extremamente superior). Ele desenhava rápido, um desenho solto. A aula inteira. Eu pulava no pescoço do cara, querendo sugar tudo que ele sabia. Que lápis ele usava, o papel. O que ele pensava quando desenhava.
Tempinho baum =)
Abraço
Wednesday, July 09, 2008

Recebi um e-mail muito legal do Vitor Ishimura sobre o post anterior (não sei porque ele não postou aqui, mas tudo bem).
Eu não sei se consigo explicar muito bem porque é bom saber que outras pessoas sofrem do que você sofre e se empolgam com a mesma coisa que te empolga. O que eu sinto é que se outras pessoas passam por coisas semelhantes (ou sentem coisas semelhantes), significa que o que você sente de ruim, não é lá grande coisa. É humano e natural.
Acho legal uma coisa que o Roger comentou em outro post, ele diz o seguinte: “Só tenho uma coisa a dizer:
-Senta e faz! ahahah
Com paixão, sem preguiça, com planejamento.
Nos momentos de deprê, faz o seguinte: Senta e faz!
Tirando as exceções de depressão justificada, deprê não mata, não anula, não te impede de comer, ir pra faculdade, almoçar, enfim, tocar a vida.”.
Ler esse tipo de coisa, é como você estar no pé de uma montanha, desanimado se consegue escala-la ou não. E quando você olha pra cima, tem um cara feliz lá no topo sacudindo os braços e gritando: “Vem. Dá pra subir, sim.”
E confesso, com um carinho muito grande, que receber comentários, críticas e incentivos de gente que admiro é uma tremenda mudança pro meu espírito, humor e vontade.
Rafael, putz, que legal receber um comentário assim! Cara, você mora em Bauru? Não é muito longe da capital, é? Você podia fazer algum curso de final de semana. O que eu aprendi na Quanta (e sobre a Quanta) é que o curso que você faz é muito importante e tal. Mas todo o ambiente da escola, a conversa com as pessoas é algo que te impulsiona. Então faça um curso lá, nem que seja só nos finais de semana pra você ter contato com o pessoal, mostrar seus desenhos e ver como eles lidam com as situações que a gente não faz idéia nem se são possíveis de “serem lidadas”, entende? Eu vi seu desenho! Gosto da questão de mostrar uma situação completa em só uma imagem, sem diálogo e sem narrativa seqüencial. Só de ler a plaquinha no bicho você já entende tudo!
Sobre o e-mail do Roger, eu realmente não entendi por que ele pensou que eu ia achar ruim. Dizia basicamente sobre o que a gente meio que tem medo, que é assumir que quem manda é a gente. A gente não devia ter que ter alguém cobrando pra funcionar. A gente põe na cabeça, vai e faz. Se disciplina. Desenhar o tempo todo. Se você não ta trabalhando, vai e desenha outra coisa.
E comigo, sinceramente, tem funcionado. E lendo o e-mail do Roger, eu vejo que não é só com desenho, não. É difícil, mas tudo que você for fazer, tenta fazer com vontade. Pega aquilo que você tem que fazer e toma pra você. Faz disso uma escolha sua, não uma obrigação.
Esse post tá enorme, vou encerrar comentando sobre essa página. O Roger (ele me dá R$ 0,10 cada vez que uso o nome dele aqui) me aconselhou a buscar uma coisa mais pessoal, me basear em fotos e não tanto em outros desenhistas (leia-se Ivan Reis, huahuahua).
Então agora, quando desenho, busco fotos pra que eu interprete a realidade.
A mulher do último quadro ficou com o queixo muito largo e os olhos muito acima da onde deveriam estar. E aí isso leva a vários outros erros no desenho.
O que eu gostei, foi de ter feito completamente sozinho. Sem pensar no trabalho de ninguém.
Vou manter isso.
O primeiro quadro... essa sacada do prédio me perturba muito. Eu dei a bobeira de esboçar e não buscar referências. Quando eu tava acabando eu pensei: A sacada devia ser maior e devia estar contida num espaço maior do prédio. O prédio ficou fino, a sacada pequena, etc, etc. Deu raiva quando vi o rumo que isso tava tomando. Mas foi um acidente que não dava tempo de consertar. Fazer o que.
Ah, um comentário extra pro Walis!! O Vitor disse que você tem fotos de desenhistas, entrevistas e uma porrada de coisas assim. Me manda, cara!! Adoro isso! Meu e-mail é bbrunoliveira@gmail.com
E acabou.
Thursday, June 26, 2008

Duas páginas (mas tá na ordem contrária).Essa semana - não lembro bem o dia - aquela sensação que me fez postar da outra vez sobre as dificuldades de se disciplinar durante qualquer situação, voltou.
Era 2 da manhã e desde a meia-noite eu não conseguia me concentrar. A página tava toda esboçada, com marcação de sombra, perspectiva acertada e tudo mais. Eu tinha que, basicamente, "contornar" o desenho e detalhar um pouco mais. Quando tomei consciência disso, disse pra mim mesmo: "Você não precisa tá afim de fazer isso. Toda a parte que precisava da sua empolgação já passou. Só faz."
É claro que não adiantou. Fiz o primeiro quadro e achei uma merda. Aí vem aquela palhaçada de frustração.
Levantei da prancheta e vim pro computador olhar desenhos, ler entrevistas, qualquer coisa que direcionasse minha mente pro modo "desenhista". Geralmente dá certo. Dessa vez não deu.
Quando tava desistindo e indo deitar, resolvi tentar uma última coisa. Voltei pro computador, abri meu blog e reli aquele post que escrevi. As mesmas sensações estavam descritas ali. Então fui ler os comentários. E as palavras das pessoas que escreveram (principalmente das pessoas que eu conheço e admiro) estavam cheias de paixão. Da paixão que eles mesmos aconselhavam lá.
Depois que li os comentários, entrei no meu e-mail e li um enviado pelo Roger respondendo umas questões que eu tinha sobre prazos.
Assim que fechei tudo, o mundo ficou quieto (e por mundo entenda minha cabeça).
Moro numa avenida movimentada e eu escutava os poucos carros que passeavam pela madrugada (já era quase 4 da manhã).
Desliguei o computador e fui pro quarto. Silêncio.
Eu tava andando até mais devagar. Sabe aqueles momentos em que você parece ter uma epifania (odeio essa palavra)? Aquela coisa em que você lê uma coisa várias vezes, mas num determinado momento, numa determinada situação, aquilo relido te traz informações valiosas. Até sentimentos aparentemente impossíveis de se obter de letras digitadas.
Coloquei Beatles (Revolver) e sentei na cadeira. Eu não via mais o geral da página, todo o trabalho que tinha de ser feito e nem pra quando. Eu vi o primeiro quadrinho.
Passei o limpa-tipo e tava na hora de deixar aquilo legal.
Comecei a finalizar uma cabeça olhando pra cima. Devagar, com calma, com vontade e tesão de deixar aquilo legal. Aquele tesão de fazer legal pra você.
A partir daqui, descrever exatamente o que você sente quando "entra" no modo tesão é complicado =)
O tempo meio que some. A sensação de tempo, pelo menos. Aquele momento em que você tá com o lápis no papel é único e aparentemente eterno, sem ser entediante.
Acabei a finalização às 9 da manhã. O sono tinha sumido, a sensação de dever cumprido somada à "felicidade" (não é bem a palavra) de ter feito algo com vontade, me deixavam em paz.
Tomei um banho e o sono voltou.
Deitei e dormi feliz por ter superado uma sensação que, quando a gente entra, parece insuperável. Mas depois que passa, parece simplesmente frescura de ter se deixado levar por ela.
É um texto besta de agradecimento. Mas ainda assim um agradecimento muito sincero.












































